• Saviitri Ananda

ANO DA LUA AUTO EXISTENTE


FELIZ ANO DA LUA AUTO EXISTENTE!


O que significa isso?

Todos sabem que eu sigo o Tzolkin, Calendário Maia ou Calendário das 13 Luas; um calendário que segue o Tempo Natural por ser uma contagem de tempo, que é baseado nos ciclos lunares. Estamos no Ano da Semente Elétrica e o próximo ciclo é o da Lua Auto Existente. O Ano da Lua nos apresenta um período onde a energia maior, envolverá o nosso crescimento e as nossas emoções.


Este é um selo Vermelho do Leste, do elemento Água, regido por Mercúrio Galáctico, trabalha com o Chakra básico, usado para transmitir informações. Estabelece o equilíbrio entre os instintos com os sentimentos e a razão e está ligado às águas sagradas e aos instintos e emoções ligadas à vida familiar e à área afetiva. Evoca a purificação dos instintos sexuais, a purificação, as águas sagradas (da natureza), a Semente Cósmica no umbral da Consciência Desperta.

A sintomia positiva com a Lua traz para este período um temperamento emotivo, romântico e sonhador e cria grande dedicação ao bem estar da família, uso positivo dos nossos dons psíquicos, intuição, possibilidades de crescimento espiritual e comunicação com outras dimensões.


O desafio que a Lua nos traz é aprendizado do auto domínio, assumirmos responsabilidades pelos projetos iniciados, sermos coerentes, persistentes e reagirmos de maneira racional, sem nos deixar levar à projeção de nossos intensos sentimentos, conciliando nosso lado sombrio com o lado de Luz. Se mal sintonizada, esta força que a Lua ressona pode criar infidelidade conjugal, tornar as pessoas instáveis, volúveis, queixosas, presas ao passado e medrosas.

Na mitologia asteca a Lua está ligada a Chalchiuhtlicue, a deusa das Espadas de Jade, das Águas e protetora das famílias. Relacionado às águas, rege os rins, a bexiga e o dedinho e o dedinho do pé direito.


A vibração desse período é Auto Existente ( Tom 4 - Kan). Esta vibração é sinônimo de configuração, estrutura, modelo, modo de proceder. O tom 4 traz uma vibração equilibrada, ou seja trabalho igual a realização. Indica uma maneira precisa de proceder. Quatro são as forças principais sobre a Terra (luz, calor, vento e água), os rumos sagrados, os principais elementos. O quatro também representa o universo plano, a flor cósmica e o homem como um todo. O Tom Auto Existente é o tom da Forma e vibração da Definição, Medida e Ordem. A forma ideal emerge quando entregamos nosso propósito e desejos ao Plano Maior e nos tornamos receptivos e confiantes em relação à forma que é canalizada através de nós. Use o poder da Definição para ver, compreender e relacionar-se com a vida mais autenticamente. A medida lhe permite ver a dimensão das coisas e lhe dá poder de discernimento, para que manifeste seu alinhamento correto.


No tarô esse Ano de 2022, do ponto de vista simbólico e coletivo iniciamos com a carta da “Morte”, o Arcano XIII (o que nos traz muitas informações relevantes sobre o futuro das mais graves crises que vivemos no momento). Todos que sobrevivemos a pandemia e ao Ano da Semente, estamos aqui como testemunha desse período tão desafiador que marca a história e que tem, neste momento, uma guerra que ainda não sabemos que proporção irá ganhar e que, de alguma forma, já afeta o mundo. A Morte corta, com a sua foice, cabeças com e sem coroa, lembrando que ela vem para todos, sem fazer distinção. Por isso, temos mudanças ou eventos súbitos que poderão afetar até mesmo os mais privilegiados. O começo do ciclo da Lua traz desafios, portanto, é um indicador de crises pessoais e que também afetam a coletividade. A força da Lua não é estável e eventos desestabilizadores podem ocorrer a qualquer momento. Por outro lado, a Lua gera transformações, mudanças ambientais e emocionais... então, pode anunciar importantes mudanças no comportamento, nas normas e condutas sociais.


A maioria dos tarólogos fala que na continuidade teremos a carta dos Enamorados. Mas como eu sigo o Tzolkin e meu tarô é guiado pela minha intuição, aposto na carta do Eremita, que por sua vez é regido por Saturno, como o arquétipo do ancião sábio, que se relaciona ao Selo da Lua, regido por Mercúrio, chamado no panteão maia de Yacatlecutti. Saturno enfatiza a vida instintiva e sensorial, fazendo com que o Eremita trabalhe com o chakra básico.


O Selo da Lua é Vermelho e suas funções primordiais são o sentimento, pelo selo, e o pensamento, por Mercúrio, tendo como propósito estabelecer a harmonia entre os dois pares de funções racionais e irracionais. Com isso, todas as funções estão igualmente enfatizadas, criando tensão e exigindo tempo e trabalho paciente para que possam ser integradas. Por isso, o Eremita precisa ficar a sós consigo mesmo para buscar o autoconhecimento.


No período anterior o Guerreiro aprendeu a ser imparcial ao avaliar a si mesmo e o mundo exterior, agora precisa continuar seu trabalho, introjetando a harmonia obtida em seu mundo psíquico, para não se deixar afetar por qualquer evento externo. O arquétipo do Eremita mostra a etapa da Jornada em que o Guerreiro precisa se retirar do mundo e dedicar-se à introvisão para purificar as fontes da vida e reavaliar toda a Jornada feita até agora. O Guerreiro se defrontou com o karma e agora precisa refletir sobre as causas do que lhe aconteceu e pesar sua vida e suas motivações mais secretas. Solitário, ele ferve as flores sagradas que o sintonizam com seu próprio centro e lhe abrem os canais de comunicação psíquica entre o Céu e a Terra, enquanto a kundalini é purificada e elevada pelo Fogo Universal. No caldeirão, ferve o Vermelho da vida instintiva do Dragão das Águas Primordiais, no processo de ser transformado no Rosa, ao se combinar com os sentimentos.


O Eremita aponta para o Céu com a mão direita e para a Terra com a esquerda, integrando a intuição com a vida instintiva, a razão com a emoção. Assim, ele se torna cada vez mais consciente e capacitado para se harmonizar e colocar-se acima de todas as dualidades aparentes do mundo da matéria. Seu pé esquerdo repousa sobre uma inscrição coberta de símbolos que representam a sabedoria de Gaya e sua capacidade de nutrir o espírito do Guerreiro, combinando-se com a sabedoria de Céu, refletida pelas inscrições sobre sua cabeça. Na solidão, o Guerreiro se torna capaz de conquistar a serenidade e o autodomínio para utilizar seus poderes psíquicos e buscar o autoconhecimento.


O Ano Auto Existente da Lua Vermelha inicia-se no selo do Dragão Magnético (Kin 1 – 18/05), quando iniciamos um novo ciclo, e oficialmente apenas no dia 26/07, respeitando o ciclo de Sírius. Este ano nos traz uma energia que fortalece a nossa intuição e ativa a terceira visão. É o momento em que devemos decidir os nossos próximos passos, nos reorientando para novos rumos. O novo está chegando... podemos não saber o que vai ser, mas está chegando. Claro que existem muitas dúvidas quanto ao novo, podemos nos encontrar em uma encruzilhada, mas como Guerreiros veremos que ela significa apenas muitas possibilidades e isso é sempre bom, apesar de muita insegurança.


Introspecção... existe a necessidade de se olhar para dentro e decidir com força e fé os próximos passos. É importante refletir sobre os projetos, sobre a vida, sobre o desenvolvimento enquanto pessoa. Sempre existem empecilhos para dificultar o nosso avanço, mas o Guerreiro que enfrentar com coragem sua missão, vai concluir que todo obstáculo é uma chance de crescimento, fortalece a nossa intuição e nos dá mais consciência da totalidade.


FELIZ NOVO CICLO!

Bjos no Coração

Namastê!

Saviitri Ananda – CRTH0230


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