• Saviitri Ananda

DANÇA CÓSMICA



Na Índia, o som é associado com o éter, o primeiro dos cinco elementos. A manifestação penetrante da substância divina, da qual se desenvolveram os outros elementos, tais como o ar, a água, o fogo e a terra. O som promove a dança de Shiva, a dança da matéria subatômica, a contínua dança da criação e da evolução, destruição e renascimento, envolvendo a totalidade do cosmos e constituindo a base de todos os fenômenos naturais.


Na representação hinduísta Shiva aparece em magníficas estátuas com quatro braços, cujos gestos equilibrados expressam o ritmo e a unidade da vida. Numa de suas mãos segura um tambor que simboliza o som primordial da criação; em outra sustenta uma língua de chama, o elemento da destruição e o equilíbrio das duas mãos representa a harmonia dinâmica do universo, acentuado ainda mais pela face calma e indiferente do Dançarino no centro, onde a polaridade é dissolvida e transcendida. A segunda mão direita ergue-se num gesto que significa “não tenha medo”, expressando manutenção, proteção e paz e a outra mão esquerda aponta para o pé erguido, que simboliza a libertação da fascinação de Maya.


A Dança Cósmica é a nossa representação pessoal da dança de Shiva que representa a verdade cósmica, o fluxo incessante de energia que permeia uma variedade infinita de padrões que se fundem. A física moderna mostra que o movimento e os ritmos são propriedades essenciais da matéria, que toda matéria, seja na Terra ou no espaço – está envolvida numa dança cósmica. Os mestres orientais possuem uma visão dinâmica do universo semelhante aos dos físicos e para eles, quando o ritmo da dança se modifica, o som produzido também se modifica. Cada átomo canta incessantemente sua canção, e a cada momento, cria formas densas e sutis.


Dentro de um conceito hinduísta, a dança de Shiva simboliza o eterno ritmo de vida e morte que se desdobra em ciclos intermináveis. Nesta dança cósmica todas as coisas são parte de um grande processo rítmico de criação e destruição, de morte e renascimento, e na plenitude do tempo, podemos destruir todas as formas pelo fogo e lhes conceder novo repouso. A semelhança desta concepção e a da Física Moderna torna-se particularmente notável e a metáfora da dança cósmica encontrou sua expressão mais bela e profunda no hinduísmo, na imagem de Shiva.


Mais do que isso, a dança de criação e destruição é baseada na própria existência da matéria, uma vez que todas as partículas materiais auto interagem pela emissão e reabsorção de partículas virtuais. A física moderna revelou, pois, que cada partícula subatômica não apenas executa uma dança de energia, mas também é uma dança de energia. O mundo subatômico é um mundo de ritmo, movimento e mudança contínua. A energia não nasce e nem morre, só é transformada.


Baseados nas descobertas feitas pela física quântica, desenvolvemos um método de ajuste corporal e emocional, que possibilita perceber os mecanismos que se escondem por trás dos bloqueios e conflitos relacionais e de comportamento. Através do som, os movimentos livres fazem emergir toda uma dinâmica da alma, que revela condicionamentos ocultos, que muitas vezes nós desconhecemos. Com o som de frequências vibratórias elevadas, executamos uma catarse, uma purificação e transformação pelo auto amor que inclui, respeita e nos acolhe.


Venha dançar!

Quem dança os males espanta, exorciza a alma.



Bjos no Coração

Namastê!

Saviitri Ananda - CRTH0230


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