• Saviitri Ananda

RELACIONAMENTOS KÁRMICOS


Nos sentimos atraídos por outras pessoas por duas razões, basicamente: afinidade ou compromissos espirituais. Num primeiro momento, nem sempre é possível distinguir uma coisa da outra quando nos aproximamos de alguém com a intenção de consolidar um relacionamento mais íntimo (amizade, namoro, casamento…). Quando a atração é grande, acaba gerando uma dúvida: o que estamos sentindo é físico, explicável, ou advém de uma atração kármica (trata-se de um espírito amigo com o qual já me relacionei saudavelmente no passado)?


Quando duas pessoas se encontram nos caminhos da Vida e sentem, de forma imediata e automática, uma conexão, uma atração mútua e irresistível, pode tratar-se de uma situação de um relacionamento kármico entre os dois, que já vem de outras vidas. Talvez por isso é que muitos relacionamentos que inicialmente pareciam ter tudo para dar certo, acabam de forma dramática e muitas vezes trágica. Mas por que será que isto acontece?


Os encontros kármicos são encontros de almas que têm pendências de outras vidas para resolverem entre si. A principal característica de um relacionamento kármico baseia-se no fato de que ambos parceiros carregam emoções não resolvidas dentro de si, tais como culpa, medo, dependência, ciúmes, raiva, ressentimentos etc., trazidas de outras vidas e que precisam ser resolvidas na vida atual. E assim, a oportunidade de resolver dá-se exatamente pelo “reencontro” entre as duas almas. Num encontro kármico, a outra pessoa nos parece, imediata e estranhamente familiar, mesmo que nunca a tenhamos visto nesta vida ou que não a conheçamos bem. Este tipo de reencontro, muitas vezes, acaba por se transformar num relacionamento amoroso ou numa intensa paixão. E então as emoções que experimentamos podem ser tão avassaladoras, que acreditamos ter encontrado a “alma gêmea”.


Por causa da “carga emocional” não resolvida, estes dois seres sentem-se atraídos um pelo outro na vida atual e o reencontro é a oportunidade de resolverem o que ficou pendente e libertarem-se, para uma vivência mais plena e feliz. Então o que acontece quando duas pessoas assim se encontram? Dois seres com questões por resolver, quando se encontram, sentem uma compulsão, quase que uma emergência em estar mais perto um do outro. Entretanto, depois de algum tempo, por força dos problemas e atritos que inevitavelmente surgem no relacionamento atual (dessa vida), poderão repetir os mesmos padrões emocionais que causaram rompimentos e dores numa vida passada.


Uma nova existência juntos é a grande oportunidade para enfrentarem os problemas pendentes e lidar com eles de uma forma mais iluminada (ou não). Tudo depende do grau de maturidade emocional de cada um e da vontade de superar as dificuldades do relacionamento. Este tipo de relacionamento, por causa da carga emocional e bloqueios que traz consigo, trará sempre grandes desafios, muitos deles bem dolorosos, que virão à tona mais cedo ou mais tarde. Após algum tempo, geralmente os parceiros acabam envolvendo-se num conflito psicológico, que poderá ter como base a luta pelo poder, o controle e a dependência, seja emocional, material, ou de outra natureza. Assim, muitas vezes o que acontece, é que as duas pessoas acabam repetindo comportamentos ou criando situações que o seu subconsciente “reconhece” de uma vida anterior, onde essas pessoas podem ter sido amantes, pai e filho, patrão e funcionário, ou algum outro tipo de relacionamento. Pode ser que, nessa vida anterior, um dos dois tenha aberto uma ferida emocional no outro, através de infidelidade, abuso de poder, manipulação, agressão etc., tendo provocado cicatrizes profundas e trauma emocional.


O propósito espiritual deste tipo de “reencontro” para ambos os parceiros é que eles aproveitem esta oportunidade para fazer escolhas diferentes das que fizeram numa vida passada e aprendam um com o outro, tudo o que deve ser aprendido e absorvido, para a evolução de ambos. Identifique se está neste tipo de relacionamento, aprenda as lições necessárias, cresça e amadureça. Caso ambos parceiros sejam suficientemente maduros e evoluídos emocionalmente, o relacionamento kármico pode sim ser verdadeiramente benéfico e transformador para ambos.


Como nada é por acaso, recebi a indicação deste livro, quando finalizava a análise de um mapa, cuja pessoa se encontra num encontro deste. Com certeza, todos nós temos estes encontros, principalmente dentro da família. Por isso temos que estar sempre atentos com o nosso "ego", nossos vícios, nossos condicionamentos.

A saudação Maia diz: In Lack'esh ! - Eu sou o outro em você. Precisamos estar conscientes disto, e amar muito o outro.


Bjos no Coração

Namastê! Saviitri Ananda - CRTH0230


Fonte de apoio: Reencarnação – Richard Simonetti


RELACIONAMENTO SAUDÁVEL



"Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado. Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem corpo um do outro quando o cobertor cair. Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro ao médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois."

DRAUZIO VARELA



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